Laminite, uma enfermidade comum na equinocultura

Por Amanda Jaculi - Médica Veterinária e Analista de Marketing da UCBVET Saúde Animal

 

A Laminite é um processo inflamatório comum em equinos que acomete as estruturas sensíveis do casco. É conhecida como uma das mais importantes síndromes clínicas graves para a espécie e pode estar relacionada à ingestão excessiva de grãos, o que leva a um aumento na produção de ácido lático no trato digestório, ocorrendo destruição de grande número de bactérias e consequente liberação de toxinas.

A Laminite é classificada de três formas: aguda, crônica e subclínica.

Na laminite aguda o animal apresenta muita sensibilidade no membro, relutando em movimentar-se, podendo permanecer a maior parte do tempo deitado. E quando colocado para andar, apresenta claudicação e se apoia sobre os talões. Pode-se notar tremor muscular, sudorese e aumento da frequência cardíaca e respiratória devido a dor e aumento de temperatura dos cascos ocasionados pela inflamação.

Na laminite crônica os cascos aumentam em comprimento e a sola cria uma deformação, se tornando mais fraca e predisposta a quebras.  Nesse caso é menos notável a claudicação, mesmo que o animal ainda sinta um certo desconforto.

Na laminite subclínica pode não ocorrer nenhum tipo de sintoma, e pode evoluir para doenças mais graves como: sola dupla, úlceras de sola e pinça, erosão de talão e lesão de linha branca.

O diagnóstico pode ser clínico de acordo anamnese descrita pelo proprietário sobre o comportamento, manejo, doenças e tratamentos a que foi submetido o animal ou ainda através de sinais clínicos apresentados no exame físico

Como tratamento, devemos melhorar o manejo, diminuindo a sobrecarga sobre as lâminas e disponibilizando forragem, água e remover da dieta o concentrado. Melhorar o desconforto do animal é indispensável. Uma opção é um anti-inflamatório não hormonal, não narcótico, com atividade analgésica e antipirética. 

FLUNIXINA INJETÁVEL UCB® é muito utilizado para distúrbios do aparelho locomotor e outras enfermidades em várias espécies animais. Ele atua como um potente anti-inflamatório. É eficaz no tratamento de dores e inflamações. Sua administração deve ser feita por via intramuscular ou intravenosa e a dose recomendada é de 1,1 mg de flunixina base/Kg de peso corpóreo.

O protocolo de tratamento em geral deve ser prescrito e acompanhado sempre por um Médico Veterinário.

 


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