Febre do Leite e a importância dos minerais

Por Amanda Jaculi - Médica Veterinária e Analista de Marketing da UCBVET Saúde Animal

 

Os minerais possuem grande importância no metabolismo dos bovinos, e a ausência deles pode causar distúrbios metabólicos nesses animais. Esse déficit mineral pode causar também enormes prejuízos à pecuária brasileira, com possibilidade de perdas que vão de 5 a 10% na produção leiteira e redução de até três anos na vida útil dos bovinos.

A febre do leite, também conhecida como paresia puerperal, hipocalcemia puerperal, febre vitular ou mal da vaca caída, é uma enfermidade metabólica decorrente ao desequilíbrio orgânico de cálcio e fósforo, podendo ser consequência das altas exigências de cálcio para a produção de colostro e leite. Ela ocorre comumente nas primeiras 72 horas pós-parto e bezerros filhos de vacas que sofreram com a febre do leite tendem a tornarem-se fracos e tardios. O animal doente pode ainda apresentar complicações secundárias como retenção de placenta, metrite, mastite, atonia ruminal e morte.

Sinais Clínicos

No primeiro estágio o animal apresenta um período de excitação com mugidos frequentes, tremores, ranger de dentes, respiração difícil e inapetência. Pode ser observado também diminuição da sensibilidade a estímulos táteis e sonoros. No segundo estágio o animal fica em decúbito, com a cabeça voltada para o flanco; observa-se diminuição da consciência, midríase, reflexo pupilar diminuído ou ausente, flacidez muscular nos membros, aumento da frequência cardíaca, hipotermia, narinas secas e sem brilho. Nessa fase o animal pode apresentar parada ruminal e secundariamente timpanismo. No terceiro estágio o animal permanece em decúbito com completa flacidez muscular, pulso diminuído e alterações na frequência cardíaca; se torna evidente a perda da consciência, progredindo para o coma e morte do animal.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser realizado através da anamnese e sinais clínicos. Sua confirmação pode ser dada através da resposta positiva ao tratamento indicado.

Prevenção

É necessário que seja fornecida uma dieta equilibrada e adequada para cada categoria animal. Além disso, o animal deve ser submetido a um bom manejo para evitar o estresse, o que vai afetar diretamente no metabolismo. Também deve ser feito um manejo pré-parto 40 dias antes do parto e no peri-parto 48 horas antes e depois do parto, como profilaxia à doença. 

Durante a gestação, as dietas devem possuir alto nível de fósforo, com a finalidade de estimular a atividade do PTH e, assim, prevenir a hipocalcemia puerperal. É comum observarmos a utilização de vitamina D na última semana de gestação, tendo indicação para animais com déficit nutricional e/ou estabulados e com pouca ou nenhuma exposição à irradiação solar (raios ultravioletas); uma vez que a vitamina D tem importante papel na metabolização do cálcio pelo organismo. Tem apresentado grandes resultados a aplicação de cálcio via subcutânea no pós-parto de forma preventiva em vacas leiteiras de alta produção.

Tratamento

É necessário que seja feita a reposição imediata de cálcio para o organismo, que se restabelecerá, cessando os espasmos e permitindo a melhora do estado geral do animal.

A UCBVET possui em seu portfólio o Gluconato de Cálcio UCB®, à base de Gluconato de cálcio e ácido bórico, indicado em todos os distúrbios metabólicos nos quais se requeiram o tratamento cálcico tais como: hipocalcemia; febre do leite; eclampsia; distrofias ósseas, como osteomalácia, raquitismo e osteoporose; e nos transtornos do sistema nervoso devido à deficiência de cálcio como tetanias e convulsões. É indicado também na consolidação de fraturas.

Gluconato de Cálcio UCB® deve ser aplicado por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea e as doses serão a critério do Médico Veterinário. Na aplicação de grandes volumes é aconselhável utilizar a metade da dose por via intravenosa e a metade restante por via subcutânea ou intramuscular distribuídas em várias partes.

Sua administração deve ser sempre acompanhada por um Médico Veterinário.


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