Diarreia infecciosa em bovinos, um problema comum na bovinocultura.

Por Amanda Jaculi - Médica Veterinária e Analista de Marketing da UCBVET Saúde Animal

 

A diarreia é um relato comum dentro da bovinocultura, e a ocorrência normalmente depende da relação entre a condição imunológica dos animais e a carga infectante a qual eles estão expostos. Bezerros recém-nascidos com até 30 dias estão mais predispostos por serem dependentes da imunidade do colostro, e algumas falhas podem ocorrer nessa transferência vinda da mãe para o filhote.

O animal pode se infectar devido às condições sanitárias precárias, grande quantidade de animais no piquete, animais de diversas faixas etárias no mesmo local, água e alimentos contaminados e de baixa qualidade nutricional. Além disso, se o animal sofre algum tipo de estresse, seja ele pelo transporte, contenção, condições climáticas, instalações climáticas ou processo cirúrgico, poderá desenvolver uma queda na imunidade, o que predispõe a uma futura diarreia.

As diarreias infecciosas podem ser ocasionadas por patógenos como Ercherichia Coli, rotavirus, coronavirus, Cryptosporidium, Samonella e Eimeria.z, e que podem ocorrer com um ou mais tipos de uma única vez. Por exemplo, infecções por Ercherichia Coli e coronavirus possuem maior taxa de mortalidade comparada ao rotavirus.

Diarreias também podem estar relacionadas com a presença de vermes, como Strongyloides papillosus e Toxaris vitulorum.

A prevenção é feita através do fornecimento completo do colostro para reduzir os fatores predisponentes, observação de todo o rebanho e vacinação das vacas no pré-parto e das bezerras pós-nascimento contra microrganismos que podem trazer tais consequências.

É importante lembrar que a rápida detectação é responsável pelo sucesso do tratamento, não contando que pode-se evitar doenças secundárias decorrentes da vulnerabilidade.

Diante de qualquer sintoma, o médico veterinário deverá ser consultado para que possa montar um protocolo de tratamento, fazendo a reidratação oral do animal e, em casos mais severos, uso de fluidoterapia endovenosa para corrigir a desidratação de forma mais rápida.

É interessante fazer antibioticoterapia quando houver confirmação da infecção associada a sinais como febre e depressão.

A UCBVET lançou no ano de 2015 o Cursotrat, um antibiótico à base de Colargol ou prata coloidal que possui uma poderosa ação bacteriostática e provoca uma intensa leucocitose, aumentando a resistência orgânica do animal contra os processos infecciosos. Além destas propriedades, o Custotrat exerce ação oxidativa sobre as toxinas bacterianas, reduzindo-as a substâncias inócuas ao organismo do animal.

Faça sempre o controle e manejo nutricional, evitando que o animal tenha predisposição à doença. Caso ocorra, procure um médico veterinário para que ele possa fazer o acompanhamento e tratamento.


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