Método neozelandês de melhoramento de bovinos pode trazer bons resultados ao Brasil

Portal Feed & Food - http://goo.gl/ED6e4g / 13/04/2016

Com apenas 11,970 produtores, a Nova Zelândia obtém 21,3 bilhões de litros/ano. Essa experiência será abordada pelo Ph.D, pesquisador e Consultor, Wagner Beskow, durante o Simpósio do Leite em Erechim (RS). Entre os dias 8 e 9 de junho, o especialista mostrará “a visão neozelandesa de melhoramento de bovinos leiteiros aplicada ao Brasil: passado, presente e futuro”.

“O Brasil, se considerado apenas o leite inspecionado, produz 24,5 bilhões de litros, com cerca de 270.000 produtores. A produção da Nova Zelândia equivale a 31,1 bilhões de litros de leite com padrão brasileiro de sólidos, ou seja, 27% mais volume de leite que todo o Brasil, com apenas 4,4% do nosso número de produtores, em um País do tamanho do RS, sem subsídios desde 1984”, explica Beskow, demonstrando que esse resultado se destaca, além dos bons números, pelo país possuir uma história recente na produção leiteira.

“Estamos falando de um rebanho com média nacional de apenas 1,33 doses de sêmen por concepção (1,30 a 1,36 nos últimos 10 anos), um intervalo médio entre partos de 368 dias (estável há pelo menos 15 anos), CCS de 182.000 células/mL, 4,78% de gordura e 3,85% de proteína bruta (médias de todo o país). Para nós, chegam a ser valores inacreditáveis, sonhados por qualquer produtor ou indústria”, pontua o palestrante.

O rebanho inicial era predominantemente Shorthorn, evoluindo para o Jersey e o Holandês da linhagem Frísia. Hoje, 73% do rebanho nacional faz parte do controle leiteiro oficial. Resultados obtidos com metas claras, buscadas ano após ano por todos e apoiadas em controle oficial, buscando um objetivo comum nacional: o de ser competitivo mundialmente. “Para saber como trazer isso para nossa realidade será necessário participar do Simpósio, não é possível compreender em apenas uma conversa”, enfatiza.

Para que o Brasil alcance resultados como estes, Beskow adianta que gestão é fundamental. Saber o que se deseja atingir, traçar objetivos e metas, ter um método e perseguir essas metas ano após ano deve ser o plano brasileiro.

O especialista destaca a necessidade do emprego de um método na produção. “Praticamente todos os produtores sabem que é recomendada a inseminação artificial. Poucos anotam os acasalamentos, raros possuem controle leiteiro, critérios de seleção e registros genealógicos. Ou seja, o pouco melhoramento que se faz é ainda sem método, e sem isso não se sabe o que buscar e não se tem como corrigir rumos”, conclui, ressaltando que este tema também será abordado no simpósio.

Para participar. O primeiro lote de ingressos já está disponível aos produtores, estudantes e pessoas ligadas ao segmento leiteiro e que tenham interesse em participar do evento. Os valores são reduzidos. A inscrição garante ao participante também o almoço do dia 9, servido junto ao CTG Sentinela da Querência.

Mais informações podem ser conferidas no site oficial do evento (clique aqui para acessar), pelo emailcontato@simposiodoleite.com.br ou pelos telefones (54) 9691-8408 e 9680-1635.


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