Chuvas aumentam casos de mastites e trazem prejuízos ao produtor

Milagre do Verbo Agência de Comunicação / 16/10/2015

A mastite (inflamação da glândula mamária) é uma enfermidade muito comum em vacas leiteiras e gera grandes prejuízos aos produtores. Dados do Núcleo de Pesquisas em Mastites, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), de Botucatu (SP), apontam que a queda na produção de leite do animal contaminado pode chegar a 80%. De acordo com Claudinei Pereira, médico veterinário da UCBVET Saúde Animal, a época de chuvas favorece o aparecimento do problema. “Nesses períodos, os desafios ambientais aumentam, pois a alta temperatura e a chuva favorecem o crescimento de bactérias, fazendo com que todos os animais expostos a este ambiente corram grande risco”, explica.

Ainda segundo o especialista, a reação inflamatória que ocorre na glândula é capaz de gerar alterações na composição e na qualidade do leite, tornando-o impróprio para o consumo. “Há dois tipos de mastite, a clínica e a subclínica. A primeira é de fácil diagnóstico, pois apresenta sinais claros, como surgimento de pus, grumos, aumento de temperatura e mudanças nas características do leite. Já a segunda não demonstra alterações visuais, por isso, o produtor deve realizar exames específicos no animal, como o CMT (Califórnia Mastitis Test), teste que pode ser realizado no campo, mas que deve ser executado por profissional treinado”, afirma.

Uma das maneiras mais fáceis de identificar a ocorrência da mastite clínica é fazer, diariamente, o teste da caneca. “Antes da ordenha, deve-se retirar um jato de leite de cada teto, em cima do fundo escuro do recipiente, com a intenção de observar se há formação de grumos ou não. Em caso positivo, a vaca deverá ser separada do rebanho para tratamento, para não favorecer a transmissão das bactérias”, explica Pereira.

Prevenção e controle

Assim que a mastite for identificada no animal, é preciso iniciar um tratamento adequado, a fim de se evitar maiores prejuízos ao rebanho e, consequentemente, ao produtor. “Vale lembrar que uma vaca contaminada pode transmitir a doença para outras oito durante a ordenha, caso não haja um manejo adequado”, ressalta Pereira. Segundo o veterinário, a escolha do antibiótico para um tratamento eficaz deve estar sempre alinhada a um bom antibiograma (exame laboratorial para a sensibilidade de uma linhagem de bactéria isolada) e à indicação correta de um especialista.

A linha Mastizone, da UCBVET, que inclui as versões VS (Vaca Seca), voltada para prevenção, e a Plus Lactação, indicada para tratamento, é uma alternativa para o controle da infecção. “O Mastizone VS, por exemplo, é uma opção para realizar a terapia vaca seca, ou seja, período de descanso do animal, e evitar que novos focos de mastite apareçam nesta temporada”, explica Pereira. O médico veterinário também ressalta a importância de métodos preventivos e de controle. “Ter cuidados higiênicos antes, durante e depois da ejeção do leite é fundamental para diminuir o índice de contaminação”, conclui.


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